REVOLVER.[Do lat. revolver] 1.Volver muito; remexer, revoltear; 2.Examinar cuidadosamente 3.Virar muitas vezes; revirar, retorcer.4.Abrir buracos em; cavar.5.Ruminar.6.Indispor, amotinar, revoltar.7.Agitar-se, remexer-se.8.Mover-se em círculo, girar.9.Remoinhar.10.Voltar-se, revirar-se.REVÓLVER.[Do ingl. Revolver] Arma de fogo --> (idéias).


http://easbacterias.blogspot.com/

esse é o endereço novo, esse encheu....

(pena, gostava das fotos....)



Escrito por Sê todo em tudo! às 22h51
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"Se a realidade cotidiana lhe parecer pobre, não a acuse,

acuse a si próprio, diga a si mesmo que

não é bastante poeta para extrair suas riquesas".

R. M. Rilke



Escrito por Sê todo em tudo! às 13h48
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Cúspide

 

Ando cuspindo nessa realidade cansada e mórbida, de pessoas em transe,

de placas hipnóticas. Tenho minha poesia contaminada pela decadência,

assemelhando-me a byronistas, mestres na contemplação do glacial.

Porém, sei, que a aurora não tarda, e que a mente não cansa se a mantenho

atenta à beleza. Resta-me então, engolir o que outrora cuspia, porque não molharei um mundo

que se pensa enxarcado. Guardarei o que é meu, para dar ao mundo, quando se aperceber como eu,

que nós, eu e o mundo, secamos às bocas, aos prantos, aos desencantos, aos enganados.



Escrito por Sê todo em tudo! às 19h14
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"E vieram dizer-nos que não havia jantar.

Como se não houvesse outras fomes e outros alimentos.

Como se a cidade não nos servisse seu pão de nuvens.

Não, hoteleiro, nosso repasto é interior, e só pretendemos a mesa.

Comeríamos a mesa, se no-lo ordenassem as Escrituras.

Tudo se come, tudo se comunica, tudo, no coração, é ceia."

Carlos Drummond de Andrade em Hotel Toffolo

 

A ausência do alimento simbólico é, agora, a colheita de nosso campos,

frutos de nossas sementes materiais.

É preciso viver com paixão, é preciso amar,

pois, assim, planta-se o imaterial e colher-se-á a imortalidade.



Escrito por Sê todo em tudo! às 11h59
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Amo-te tanto, meu amor... não cante,
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante,
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade,
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude,
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente,
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinícius de Moraes-Soneto do Amor Total

 

 



Escrito por Sê todo em tudo! às 14h10
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Acordara hoje subitamente, triste, subitamente cansado, sem ânimo algum. Passei o dia a sentir a viola a tocar dentro em mim. Tocava rangida, arrastada, como o dia em que estava. Passei horas sentado em um banco, vendo gente passar, vendo a passagem do tempo. O tempo é uma grande sacola cheia de bagulhos, dos mais diversos, e o imenso universo o sacode, fazendo os diversos se encontrarem, assim é a vida. João Gilberto em Samba da Benção diz que "a vida é a arte do encontro, embora, haja tantos desencontros pela vida". A arte do encontro talvez seja realmente o segredo, nem que seja encontrar-se consigo mesmo, ou com Deus, ou com o que quer que você acredite, sei lá. Sei que temos a todo tempo, mundos se encontrando, mas, nem sempre os mundos se batem, ou melhor, acho que nunca, e não o devem fazê-lo, a beleza está na convivência do diverso. hoje, acordei sem ânimo algum, sem resquício de força, de qualquer coisa... espero animar-me um pouco, até o fim do dia talvez,... vou dormir um pouco agora. 



Escrito por Sê todo em tudo! às 13h48
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Da essência para além da vanguarda

Saído de um ocaso, de penumbra à treva, resurgindo agora em uma nova aurora, renasço para a revolução maior Nasço de meu caos interior, para o cosmo exterior que passa a ordenar também o que está dentro de mim. Sou agora da revolução maior: primeiro em mim, depois ao meu redor. Saio do pensamento, agora transformado, para o pensamento da prática, do mundo ordenado. Deixo minha casa de palha, minha jangada e malha, e parto para o cyber-universo, paras as fibras óticas, berços do mundo inverso. Troco o arpão pela metralhadora da palavra pensada, da reflexão vivida, vivenciada, da vida mordida, da sede vaiada. Prepare a cabeça para o que ela serve, prepare a alma para o que ela carece, chega a primavera do primitivo e da vanguarda, para a releitura do passado, para vivência plena do hoje e para a construção do futuro reservado.

 

 



Escrito por Sê todo em tudo! às 00h10
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Nada (ou tudo) relacionado a Teresa, mas, igualmente exuberante, inexplícavel e estarrecedor!



Escrito por Sê todo em tudo! às 23h40
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Tinha o própósito de colocar neste blog apenas coisas minhas, mas, como já previa , não pude resistir, portanto, hoje será meu primeiro post com texto que não é meu. Gosto demais dessa poesia, muita gente não vê nada demais, alguns até riem quando falo do meu apreço por ela, não os entendo. Ficarei feliz se alguns, ou apenas um, entenderem o motivo da tamanha admiração. Ai vai (perdoem-me, mas, não poderia deixar de postar essa poesia):

Teresa

 

A primeira vez que vi Teresa Achei que ela tinha pernas estúpidas Achei também que a cara parecia uma perna Quando vi Teresa de novo Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo (Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse) Da terceira vez não vi mais nada Os céus se misturaram com a terra E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.

                                                                                                                           Manuel Bandeira



Escrito por Sê todo em tudo! às 23h34
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Pelos olhos do arco-iris

 

                         Imagem por Sê todo em tudo. Agradecimento ao arco-iris, por conceder seu olho mesmo sem o saber.

...

Tenho os olhos abertos a tudo que há ao meu redor.Nem faísca de qualquer intenção é deixada passar. Ando metamorfoseando a realidade, transformando o que vejo em beleza infinita, o infinito em beleza, a beleza em presença. Tenho o espírito oscilando entre dores e alegrias, ando pés grudados no dia ensolarado,´no asfalto quente, coração, carpete, petróleo, vulcão. Tenho o corpo todo em ebulição. Tenho um Cello rangendo em contradição, dentro do meu peito borbulhante, enquanto tu... tu... tens as mãos mais febris que já tive no rosto, os seios mais abrasados que estiveram  em minhas mãos, e os lábios incendiários... fogo... tão molhados, tão isentos de razão. 



Escrito por Sê todo em tudo! às 16h42
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Ultimamente, pouca poesia mora em mim.
Estranho essa ausência... tão cara.
Meus sussuros de pensamentos ficam sós pela noite,
como ficam sós os corações platônizados,
ou ficam sós os calados rostos ruborizados.
Agora, em minhas madrugadas me acompanham apenas o velho abajoul,
a penumbra que se opõe a ele e as letras na minha frente,
nesse papel só, mais abandonado do que eu.
Fico me alimentando, sanguessugamente, da poesia de outros,
dos sonhos e frustações que outros conseguiram digerir,
outros que talvez vivam com mais intensidade do que eu, pois, em mim, a força do que vivo não chega a entornar, a me entornar, a me tornar... qualquer coisa, sei lá.
-Porque deixas-te me, Poesia?
-Não me queres mais!?
-Não vás! E tudo o que vivemos...
-Mas, assim, tão de repente?
-Calma! Não desliga!
... tuumm, tumm, tum, tum...



Escrito por Sê todo em tudo! às 17h24
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Esqueço então o gole de cerveja que outrora me matava a sede e descançava o pensamento, saio agora, então, em busca dessa dor enorme de lindas pernas e cabelos ondulados, faceira e sagaz, motivo de tanto do meu sono ruim, da minha vida devagar, dessa minha corrida inifinta atrás de qualquer pedaço de alívio.Laiê, laiê, laiê, laraiê, lará... quisera cuspir o alcóol desses meu olhos incendiados, quisera não ter escrito essa poesia bêbada, despontuada, desacentuada, desequilibrada. Quisera ter escrito sim, os sentimentos puros, mas, não os tenho agora, tenho as raivas confusas, as tristezas e dores descabidas. Se tu me deixaste, pena de ti, que perdes-te o maior amor do mundo. Pena também de mim, que também o perdi.
Que pena! Essa miséria imunda em que me esbaldei, essa costra de nada que cobre agora essa minha mão vazia, sem mão sem anel, sem aperto, sem nada, só mão, só dedo, só eu, só sósósós´ssooooooosíóóó........



Escrito por Sê todo em tudo! às 17h22
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Dou-te as flores do meu ventre em brasa,
tão fértil de dor, qual corte de vidraça.
Dou-te, nas flores, meus sussurros em pólen,
ao vento, aos prantos,aos mais tímidos recantos.
Dou-te as flores e com elas esse rosto cansado,
fatigado da tua ausência, da tua tão próxima distância, fatigado de tua vinda em voltas, dessa imensa... imensa ânsia.
Dou-te... as flores do meu ventre em gelo...
polar, porque não mais te espera... sei lá, porque não mais te vejo.


Por Para ser grande, sê inteiro



Escrito por Sê todo em tudo! às 17h18
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Por Para ser grande, sê inteiro

POEMINHA SINCERO

Pode a alma reunir duas esferas opostas?
O medo de pular e a vontade de voar...
A sede a saciar e o vômito a expelir...
A desejo de viver e de adormecer... pra sempre... sempre.
Pode a alma? Pode a alma?
Pode...
Pode como meu desejo de ter e de não te ter,
também como minha ânsia de fugir e de chegar, pra você sempre me receber, sob abraço e beijos no rosto todo, melados, quentes, carinhosos.
Ou como ainda meu peito que bate e para,
para e bate,
tu e não-tu,
não-tu e tu, tu, tu...
Pode, alma, pode...
Vai!



Escrito por Sê todo em tudo! às 17h10
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Dias chuvosos vamos enfrentando... mas, dias chuvosos também têm as belezas das                                                 coisas pequenas, que raramente vemos. Uma amiga escreveu: "barulho da chuva na grama". Se pudéssemos sempre nos atentar pra isso... ó Deus, talvez tudo fosse...  tão...                                                                                                                                                                        diferente.

O sofrimento faz um barulho ensurdecedor.



Escrito por Sê todo em tudo! às 16h35
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